Justiça impede Geovana Aguiar de assumir diretoria do CEO em Camocim

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Por volta das 10h desta segunda-feira, 15, a direção do Consórcio Público de Saúde da Microrregião de Camocim (CPSMCAM) junto com representantes do Governo do Estado do Ceará, estiveram reunidos na Policlínica da cidade para discutir e indicar Geovana Aguiar para uma das diretorias do consórcio. Entretanto, face à pressão popular, Geovana desistiu de ocupar a vaga que seu irmão, o deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), insiste em lhe indicar.

Segundo informações, Sérgio estaria usando sua influência na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) na Assembleia Legislativa do Ceará, da qual é presidente, como forma de pressionar o governador Camilo Santana (PT) à designar sua irmã para o cargo e desrespeitar a decisão já apresenta pela Justiça Estadual em fase de segunda instância, que impede Geovana de assumir quaisquer cargos que possuam vínculo com a prefeitura. A CCJ é uma das comissões de maior destaque no Legislativo, os parlamentares que integram a comissão são responsáveis por apreciar todo e qualquer projeto antes de sua aprovação.

Contudo, ao longo da semana o caso ganhou repercussão por Geovana ser cunhada da atual prefeita, Monica Aguiar (PDT), e ter sido afastada da direção do Hospital Municipal Deputado Murilo Aguiar, em 2015, através um processo investigativo movido pelo Ministério Público Estadual e conduzido pela Polícia Federal, que constou inúmeras irregularidades e atos criminosos no que diz respeito à utilização das verbas oriundas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro importante personagem da história é o vereador Erasmo Gomes (PR), que ao longo da semana protocolou junto à presidência do CPSMCAM um requerimento onde solicita auditoria dos atos administrativos realizados por Geovana durante todo o período em que esteve à frente do consórcio, além de solicitar o impedimento de sua posse como diretora do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e de qualquer cargo pertencente à entidade. O documento do vereador foi analisado e acolhido pela jurisdição do consórcio, que decidiu não nomear Geovana para o cargo em questão.

Imagem: Reprodução

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Mesmo impedida pela justiça por ser alvo de investigação conduzida pela PF, a indicação do nome de Geovana se mantinha graças à pressão de seu irmão junto ao Governo do Estado.

Porém, de forma cautelar o juiz de Direito, Dr. Antônio Washington Frota, emitiu um despacho nesta segunda-feira no qual reforça a decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que decidiu manter a acusada, Geovana Aguiar, impedida de ocupar qualquer cargo, emprego ou função pública com o Hospital Deputado Murilo Aguiar ou qualquer outro órgão conveniado com a prefeitura do município.

No texto do despacho emitido pelo juiz, ele alerta o presidente do CPSMCAM e atual prefeito de Martinópole, Francisco Fontenele Júnior (PSD), para cumprimento da decisão. Caso contrário, serão aplicadas sanções cíveis, administrativas e criminais ao mesmo.

Confira o documento na íntegra:

Imagem: Reprodução

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