Vacina deve imunizar contra Covid-19 por dois anos, promete Rússia

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Os responsáveis pelo desenvolvimento da vacina russa Sputnik V, contra o novo coronavírus, pretendem usar o Brasil e outros três países -Índia, Coreia do Sul e Cuba- como um “hub” para a produção e a exportação da nova imunização.

A expectativa é que a vacina ofereça imunização por um período de dois anos, segundo Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, de Moscou, que desenvolveu o antígeno.

Em entrevista coletiva virtual com jornalistas do mundo inteiro nesta quinta-feira (20), os pesquisadores e o representantes do Fundo de Investimento Direto da Rússia também anunciaram que a testagem clínica da nova vacina em 40 mil voluntários vai ter início na próxima semana.

Questionado sobre a capacidade de produção da vacina para atender a demanda, Kirill Dmitriev, diretor-presidente do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, respondeu que a solução será recorrer a países estrangeiros.

“Nós estamos vendo que o fator-chave é a produção da vacina em outros países. E vou aqui destacar Índia, Brasil, Coreia do Sul e Cuba. Eles têm potencial para produzir a vacina e servir de hub, de base, para a produção”, disse o diretor.

Dmitriev também afirmou que os responsáveis pela vacina já possuem os resultados dos testes clínicos das fases 1 e 2, mas que esses dados só serão compartilhados com os países “parceiros”.

“Temos contato com os embaixadores de vários países sobre a exportação. Já temos a informação sobre as primeiras fases dos testes e vamos divulgar essas informações para os ministérios da saúde dos países parceiros que mostram interesses”, disse.

“Quem mostrar interesse, vai receber as informação sobre a vacina. Claro que vamos priorizar os países que mostram maior interesse.”

“Vamos fazer os ensaios clínicos não só na Rússia, mas também na Arábia Saudita, talvez na Índia e no Brasil e na Filipinas”, disse.

No entanto, não ficou claro se esses testes fariam parte da aplicação da vacina nos 40 mil voluntários.

O anúncio da aplicação de testes nos voluntários foi o primeiro detalhe divulgado pelos russos a respeito da proporção e da metodologia dos testes.

Em 11 de agosto, o governo russo anunciou a aprovação para a vacina Sputnik, a primeira imunização do mundo a obter uma autorização das autoridades nacionais.

 

 

Diário do Nordeste

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