José Dirceu: Lula e Ciro têm de se unir para derrotar Bolsonaro

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O ex-deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) José Dirceu defendeu a união entre Lula e Ciro Gomes (PDT) para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Para enfrentar Bolsonaro, todos têm de se unir: Lula, Ciro… Por mais que haja divergência, se queremos impedir o pior para o Brasil, uma tragédia nacional”, disse.

Seria possível uma frente ampla da esquerda para derrotar Bolsonaro? “Historicamente, as frentes amplas favoreceram FHC, Tancredo [Neves], [José] Sarney, Itamar Franco e para derrubar a Dilma.”

“Proponho aliança para tirar o Bolsonaro, [mas]não para 2022. Teremos um candidato de centro-esquerda, seja quem for: Ciro, [Fernando] Haddad, Rui Costa, Flávio Dino. O Lula já disse que não quer ser candidato”, afirmou Dirceu, que ressaltou que seu posicionamento era pessoal, e não em nome do PT.

“Não posso falar em nome do PT. O Lula declarou três vezes em 15 dias que não é candidato, que quer construir um programa da esquerda. O Ciro decidiu ser um candidato antipetista. Para a questão do Bolsonaro, espero que isso seja superado.”

Centrão é ‘Cavalo de Troia’, diz Dirceu

Ainda na entrevista, Dirceu foi questionado se o centrão vai largar Bolsonaro. “Eles [o centrão]são um Cavalo de Troia. Aliás, já estão se dividindo por causa das operações contra os governadores. Amanhã, o centrão é o primeiro a pedir o impeachment [de Bolsonaro]. Você tem alguma dúvida? Bolsonaro está fazendo uma operação de alto risco”, afirmou.

Golpe de Bolsonaro ou impeachment?

Segundo o ex-deputado, é necessário “resistir pacificamente” caso haja uma possível tentativa de golpe de Bolsonaro.

“Nós estamos resistindo. Temos que resistir pacificamente no Brasil. Temos que usar os instrumentos da luta política, social, judicial que temos. Sem elas, faremos resistência pacífica com a sociedade. Não subestime o povo brasileiro.”

Dirceu aproveitou o tema para lembrar que no impeachment de Fernando Collor, o PT não fez uma oposição dura a seu sucessor direto, Itamar Franco.

“O PT não foi para o governo Itamar, [o partido]fez oposição, mas reconhecemos o direito dele de ser presidente. Sempre mantivemos um diálogo fazendo oposição. A [Luiza] Erundina [na época petista]foi ministra dele”, recordou Dirceu.

Dirceu ainda argumentou que um possível pedido de impeachment contra Bolsonaro poderia ser organizado pela internet.

“A nossa força política está acumulada. Existe na base da sociedade, não está em movimento. Queremos o impeachment do Bolsonaro? Vamos fazer um abaixo-assinado pela internet. Não podemos levar 3 milhões de pessoas às ruas, mas vamos fazer pela internet”, afirmou.

 

UOL

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