OMS prevê vacinação entre março e abril de 2021 na América Latina

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Mesmo com a chegada das primeiras doses de um imunizante chinês ao Brasil, a expectativa é iniciar a vacinação em massa na região só no ano que vem.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) espera ter a vacina contra a Covid-19 na América Latina e no Caribe entre março e maio de 2021 por meio do mecanismo da iniciativa global Covax e aplicá-la “provavelmente” em etapas. Foi o que disse Jarbas Barbosa, vice-diretor da Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Em termos realistas, acreditamos que teremos vacinas para entregar aos países no primeiro semestre de 2021”, afirmou. “Pensamos em março, abril ou maio”.

A vacinação de 20% da população da América Latina e do Caribe contra o novo coronavírus custará mais de US$ 2 bilhões, estimou a Opas. Essa previsão acontece no momento em que os laboratórios começam a enviar doses para alguns países, como o Brasil. Neste momento, a prioridade, no entanto, é imunizar os profissionais de saúde.

Ontem, São Paulo recebeu o primeiro lote com 120 mil doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. “É um marco muito importante”, comemorou no aeroporto de São Paulo o governador tucano João Doria. A vacina chegou ao Brasil através de um convênio com o Instituto Butantan, vinculado ao Governo de São Paulo.

O convênio contempla o envio de um total de 6 milhões de doses até o final do ano, assim como a entrega de matéria-prima para fabricar outras 40 milhões de doses em São Paulo. A autorização da Anvisa é necessária para a aplicação da vacina no Brasil.

Europa

Já a União Europeia pode autorizar, neste ano, vacinas produzidas e testadas pelos laboratórios PFizer/BioNTech e Moderna, anunciou, ontem, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) “nos informou que uma autorização condicional de comercialização para BioNTech e Moderna pode ser emitida na segunda quinzena de dezembro, se tudo correr bem”, disse. Ontem, Ugur Sahin, cofundador da BioNTech, afirmou que a empresa aguarda a aprovação rápida de sua vacina.

Testes

Os estudos dos imunizantes dão esperança de que as campanhas de vacinação em massa estejam a caminho. A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford provoca uma resposta imune entre os idosos, especialmente vulneráveis ao vírus, segundo dados publicados ontem. Esses resultados intermediários correspondem, no entanto, a uma fase de desenvolvimento menos avançada (chamada fase 2) do que os anunciados nesses últimos dias pelos laboratórios Pfizer/BioNTech e Moderna. Estes últimos afirmaram que sua vacina é 95% e 94,5% eficaz, respectivamente, baseando-se em resultados da terceira e última fase de seus ensaios clínicos.

Já as conclusões da fase 2 do projeto da AstraZeneca e Oxford foram publicados ontem pela revista médica britânica The Lancet. A vacina provoca entre as pessoas maiores de 56 anos uma resposta imune idêntica à dos mais jovens (18-55 anos). “A resposta imune das vacinas é menos forte entre os mais velhos, já que o sistema imunológico enfraquece gradualmente com o tempo”, explica Andrew Pollard, um dos responsáveis pelo ensaio da Universidade de Oxford.

Emergência em Portugal

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu ao Parlamento, ontem, que apoie uma prorrogação do estado de emergência por mais 15 dias a partir da próxima semana, diante da alta recorde de infecções. A emergência inclui um toque de recolher.

Catalunha reabre

As autoridades da Catalunha, no nordeste da Espanha, anunciaram, ontem, a reabertura de restaurantes e bares na segunda, após mais de um mês em confinamento. Desde 16 de outubro, os bares e restaurantes estão fechados. Há, ainda, toque de recolher.

Diário do Nordeste

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