Camilo diz que governos do PT foram omissos com a segurança pública, e reconheceu que a ajuda que recebeu do governo de Jair Bolsonaro (PSL) poderá mudar segurança no estado

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O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), em entrevista à Tribuna BandNews FM, nesta quarta-feira (9), reafirmou a decisão de enfrentar o crime organizado no Ceará e criticou a “omissão” do Governo Federal na segurança pública nas gestões passadas, incluindo as de seu próprio partido, que governou de 2003 a 2010, com Lula, e de 2011 a 2016, com Dilma Rousseff.

“O Brasil foi dominado por facções criminosas por omissão dos governos. Até o governo que foi presidido pelo meu partido foi omisso”, reconheceu o governador, apontando que o Ceará atravessa os reflexos de um problema nacional.

Questionado se o Governo está surpreso pela extensão da onda de terror que atinge o Ceará desde o dia 2 de janeiro, Camilo entende que os ataques são uma reação aos atos de sua gestão nos primeiros dias de 2019.

“É uma ação dura, é uma problemática em todos os estados brasileiros. Tomamos a decisão de enfrentar. É um momento difícil para garantir, a médio e longo prazo, um futuro melhor para o Estado”, afirmou o governador, que contou nos últimos dias com ajuda do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Camilo reafirmou o diálogo com o Governo Federal e o apoio no envio de tropas, na garantia de vagas nos presídios federais e no contato com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “É momento de união, independentemente de partido”.

O governador é enfático ao dizer que a crise na segurança é um problema nacional. “O que posso garantir à população é que não vamos abrir mão de endurecer e ser duro contra o crime. O Estado precisa mostrar que quem manda é o Estado, não tem recuo nesse sentido. Isso precisa ser feito no Brasil inteiro”. 

Prisões

Camilo destacou que 215 pessoas já foram presas por participação nos ataques criminosos que assolam o Ceará há 8 dias. Também foram feitas 21 transferências de presos para presídios federais, ação que deve se estender a outros líderes de facções. O governador frisou que os ataques estão “em declínio”.

“O Ceará se preparou”, afirmou o petista, elencando aumento de agentes da segurança pública, investimentos em equipamentos e em tecnologia, em inteligência e reestruturação do comando do sistema penitenciário.

O governador se esquivou de avaliar a manutenção da divisão de presos por facções nos presídios. Teria sido declaração do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, de que acabaria com a separação, o estopim da onda de terror. Ainda assim, ele reafirmou que vai endurecer as ações e fez elogios ao secretário.

“Essa é uma decisão que tomei. Fiz uma reestruturação no governo, criei uma secretaria exclusivamente (para o sistema penitenciário), chamei o que há de melhor para comandar essa secretaria, que é o secretário Luís Mauro, que tem experiência, conhece o sistema, sabe o que fazer para colocar a ordem e a disciplina dentro dos presídios. Essa foi minha decisão e teve a consequência disso. Meu maior sofrimento aqui é saber as angústias que a população está sofrendo”, disse Camilo.

 

Com Informações Tribuna do Ceará

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