“Estão destruindo nosso setor”, diz associação de restaurantes após novas restrições

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O anúncio da suspensão das atividades de alimentação fora do lar após as 20h nos dias úteis e 15h nos fins de semana, em Fortaleza, caiu como uma bomba para os empresários do ramo de restaurantes. Representantes do segmento rechaçaram firmemente as restrições, que avaliam que as medidas são “um retorno à fase mais severa do lockdown” e que vão “aumentar o desemprego”.

Em nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE) afirmou que as novas regras pegaram “totalmente de surpresa os milhares de empregadores, afetando, inclusive, os empregados e suas famílias” e que não há contrapartida do Governo que garanta a sobrevivência das empresas e empregos.

“Por ineficiência do Estado em criar medidas preventivas, em fiscalizar setores que descumprem as orientações sanitárias, o Governo lança a conta para o trabalhador pagar sozinho, sem nenhuma contrapartida que garanta a sobrevivência das empresas e emprego”, acrescenta a associação, destacando que a limitação do horário inviabiliza a operação do setor no serviço noturno.

O diretor do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de praia, Buffets e Similares do Estado de Ceará (Sindirest), Moraes Neto, ressalta que a categoria aprova quase todas as decisões estaduais relacionadas ao combate da pandemia, mas não esta.

“Nós somos pró-vida, somos favoráveis a quase todas as posições do Governo, mas não concordamos e não entendemos o porquê dessa redução. Isso vai inviabilizar que todo e qualquer restaurante funcione no período da noite”, afirma.

Ele explica que, para fechar às 20h, os estabelecimentos terão de parar de receber novos clientes às 19h. Isso porque é necessário tempo para a preparação do pedido e o consumo.

“Abrir só no período do almoço não cobre nossos custos operacionais, não compensa. É melhor fechar tudo logo. Já estamos com 50% da capacidade e as poucas horas que serão permitidas não serão suficientes para pagar aluguel, funcionários, energia, água e os insumos”, destaca Neto.

Ele ainda reclama que, nos dois dias de melhor movimento na semana, sábado e domingo, o setor só poderá funcionar até às 15h. “Fica muito difícil para a gente. As pessoas estão muito revoltadas, enfurecidas mesmo. Estamos tentando contornar a situação e amanhã mesmo vamos tentar sensibilizar o Governo, embora nenhum dos nossos pleitos tenham sido atendidos até o momento”.

Diário do Nordeste

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