Homem suspeito de cárcere privado da família presta depoimento na Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente

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Após ter sido preso em flagrante, o empresário de 44 anos, suspeito de manter em cárcere privado seis filhos e a esposa, no Dionísio Torres, foi levado à Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa), no bairro São Cristóvão. No início da tarde desta sexta-feira, 25, às 13h, quando a equipe do O POVO chegou à unidade policial, ele prestava depoimento. O homem, que seria um cearense de descendência japonesa, foi conduzido em viatura ao 2º Distrito Policial, no Meireles. A esposa, que também estava no local, saiu em carro particular preto, acompanhada de duas mulheres e um homem.

O empresário saiu da sala em que prestou depoimento e, ao perceber a presença de três equipes de reportagem, refutou que imagens suas fossem feitas. Dizia “Sai pra lá”, enquanto abanava as mãos como quem pede que mantenham distância. Ele se dirigia à porta de saída, mas foi interrompido pelo chamado de uma policial que disse que ele poderia falar com a esposa. O homem foi, então, para uma sala de acolhimento infantil onde a esposa estava e permaneceu de pé, enquanto ela estava sentada. Os dois não tiveram contato físico. Conversaram na presença de funcionários da delegacia e das pessoas que depois a acompanharam. Durante a conversa do casal, pode ser ouvido quando o marido disse querer ir “embora para bem longe”. 

Minutos antes, quando ele ainda prestava depoimento, a mulher, magra, branca e de aparência frágil, chorava copiosamente e era amparada. Um dos homens dizia a ela: “Vai ser feito do jeito que você quiser, você quem decide”.

O empresário vestia calça jeans, blusa verde e chinelas havaianas, estava aparentemente calmo e foi levado sem algemas à viatura da Dececa, acompanhando de três policiais. Minutos depois, a esposa também saiu da unidade policial em carro particular. As crianças estariam em um abrigo. A delegada que acompanha o caso não quis falar à imprensa.  

O Portal de Camocim não divulga o nome do agressor para preservar a identidade dos filhos.

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