Alunos de Sobral têm desempenho superior à média do País

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Sobral (a 231 quilômetros da Capital) anunciou ontem, 30, o desempenho de seus estudantes no Programa Internacional de Avaliação de Alunos para Escolas (Pisa For Schools, na sigla em inglês) 2017.

O teste realizado no município da região norte do Ceará usa o mesmo sistema de avaliação do Pisa, programa proposto pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que analisa o desempenho de alunos de vários países do mundo. São três as áreas contempladas no teste: leitura, ciência e matemática. “Os testes são projetados para medir o quão bem os estudantes dominam assuntos-chaves para estarem preparados para situações da vida real no mundo adulto”, diz a OECD.

Além disso, no Pisa for Schools, foram avaliados ambiente disciplinar, relacionamento entre professor e aluno, autoeficácia e motivação dos estudantes para aprender. Em Sobral, o teste foi aplicado em outubro de 2017. Foram avaliados 1.066 alunos de 15 anos, em 16 escolas da rede pública. Foi a primeira vez que a avaliação foi feita no Município. Escolas dos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo também participaram. Os alunos de Sobral obtiveram nota média de 427,42 em Leitura; 375,3 em Matemática; e 411,16 em Ciências.

Os resultados são superiores à média nacional em Leitura e Ciências, em que a pontuação brasileira foi 407 e 401, respectivamente. Já em Matemática, a pontuação foi inferior à média nacional em 2015, que foi 377. O País teve desempenho bastante aquém da média dos 70 países que participaram da avaliação. O Brasil ficou em 63º em Ciências, 59º em Leitura e 66º em Matemática. O Ceará, por sua vez, teve desempenho 401 em Ciências; 409 em Leitura e 382 em Matemática.

A Prefeitura de Sobral ainda destacou que o desempenho médio dos 10% de alunos com melhores notas foi superior à média da OCDE: 530 contra 493. Além disso, foi destacado que a diferença entre a média das melhores e das piores nota foi relativamente pequena: 220. Países de alto desempenho, como Finlândia, Dinamarca e Estônia registraram diferença média de 210.

Ainda segundo o poder público municipal, os dados obtidos na avaliação permitem sugerir que um bom desempenho passa por um bom e relacionamento entre professores e alunos, um bom ambiente disciplinar e autoeficácia e a motivação dos alunos para a aprendizagem.

O Pisa no países ocorre, de três em três anos, também avaliando alunos de 15 anos. A última edição ocorreu em 2018, tendo sido realizada em 80 países. Os dados consolidados do teste serão divulgados em 3 de dezembro próximo. Mais de 13 mil estudantes foram avaliados no Brasil.

 

 

LUCAS BARBOSA

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