Conselho Empresarial de Jericoacoara diz que prefeitura “passou dos limites aceitáveis de politicagem barata e indecente”

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Em nota ao Jornal O POVO, a Prefeitura culpou os empresários de Jericoacoara pelas aglomerações e desrespeitos as medidas sanitárias.

Em  nota, o Conselho Empresarial de Jericoacoara, afirma que “o poder público só acordou para o problema devido à grande repercussão negativa nas mídias tradicionais e redes sociais, o que afetou sua própria imagem como gestão”. 
“Fato é que mais uma vez a prefeitura do município foge à sua responsabilidade de autoridade pública, a única que poderia ter controlado as aglomerações nos espaços da vila, com o uso de fiscalização efetiva”, diz trecho da Nota, que você pode ler abaixo na íntegra. 

Chega!

A Prefeitura Municipal de Jijoca de Jericoacoara passou dos limites aceitáveis de politicagem barata e indecente, ao jogar a culpa pela super lotação da vila no último feriado nas costas das pousadas da vila, como relatado pelo jornal O Povo em matéria de 09 de setembro assinada por Ismia Kariny (AQUI)

Fato é que nosso poder público só acordou para o problema devido à grande repercussão negativa nas mídias tradicionais e redes sociais, o que afetou sua própria imagem como gestão; caso contrário ainda estaria lambuzando-se em seus sonhos de eleição, sem qualquer preocupação com a realidade dos dias que vivemos!

Fato é que mais uma vez a prefeitura do município foge à sua responsabilidade de AUTORIDADE PUBLICA, a única que poderia ter controlado as aglomerações nos espaços da vila, com o uso de FISCALIZAÇÃO EFETIVA. Ou será que isso também era função dos empresários??? Empresários que durante os longos 5 meses de fechamento de suas atividades se esforçaram em estudar os protocolos utilizados pelo mundo (vista a completa inercia do governo local), enviar propostas aos gestores (jamais consideradas ou sequer respondidas), e por fim preparando suas próprias empresas para a tão esperada reabertura, com medidas muito além das exigidas no protocolo municipal (este, aliás, feito de forma visivelmente improvisada na última hora!).

Fato é que não existe, ao contrário do que diz a matéria, um protocolo sequer (ao menos até a data de hoje) que considere a redução na ocupação dos hotéis a qualquer porcentagem, mesmo porque seria uma medida completamente inútil do ponto de vista prático para prevenção de contagio, visto que unidades habitacionais não tem potencial de aglomeração, sendo espaços privados para uso exclusivo de núcleos familiares.

Fato é que existem ainda hotéis, pousadas e bares e restaurantes fechados pois pretendem abrir ainda mais a frente. Não existe qualquer monitoramento por parte da PMJJ e/ou Autarquia de Jeri que possa demonstrar qualquer tipo de ocupação. Ao mesmo tempo que diversos meios de hospedagem não oficiais e não cadastrados receberam diversos visitantes, sem temer qualquer problema com as autoridades, já que não existem oficialmente.

Fato é que na “parceria amiga” entre gestão e sistema de transportes de caminhonetes, não houve qualquer limite ou fiscalização, nenhuma obediência às normas mínimas de distanciamento e uso de mascaras dentro das caminhonetes, que chegavam dia e noite LOTADAS de turistas que sequer estavam hospedados dentro da vila, mas sim no Preá, na Lagoa do Paraiso, na sede do município, ou ainda pior, hospedados em lugar nenhum, os famosos “diaristas”, que não de hoje tem sido um enorme problema para a sustentabilidade do turismo de Jericoacoara, mas quem se importa? Basta que eles paguem as caminhonetes e a Taxa de Turismo, está tudo ótimo!! Gestão e seus fiéis escudeiros (diga-se eleitores) felizes e satisfeitos!

Fato é que não somente no feriado, mas durante todos os finais de semana, a aglomeração de pessoas na área das caipirinhas (setor recém elevado à categoria de “patrimônio cultural”, mais uma bizarrice de ano eleitoral!) tem sido comuns, bem mais movimentadas que em qualquer outro momento antes da pandemia, visto que bares e locais de baile seguem sem autorização para reabertura, ainda que, estes sim, devessem seguir os protocolos sanitários dos decretos municipais e estaduais.

Fato é que em ano eleitoral, infelizmente em coincidência com uma epidemia em curso, não veremos (como nunca vimos) qualquer tipo de fiscalização de poder público local, pois eles sabem muito bem que poderiam sofrer uma derrota nas urnas, ao serem obrigados a contrariar, multar, fechar, fazer valer normas sanitárias bem mais severas de que seus eleitores gostariam de seguir. Solução fácil: jogar a conta e a culpa nas costas dos empresários, visto que estes tem pouco poder eleitoral e, sendo uma classe historicamente desunida, não vão fazer muito barulho… mas o barulho vem ai, e não há de parar enquanto persistir esta politicagem que está destruindo nosso futuro como destino turístico!

 

Conselho Empresarial de Jericoacoara

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