Mais de 5 toneladas de drogas são incineradas em Aquiraz; É a maior queima de entorpecentes de 2020

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Maconha, crack e cocaína estão entre os ilícitos incinerados, conforme a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE)

Cerca de 5,5 toneladas de drogas estão sendo incineradas na manhã desta sexta-feira (16), em Aquiraz, município da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A ação é a maior queima de entorpecentes feita neste ano no Ceará. O material ilícito é o montante de apreensões realizadas desde 2015 por órgãos de segurança.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), serão incinerados, em uma cerâmica de Aquiraz, 5,1 toneladas de maconha, 7,9 kg de crack, 83,1 kg de cocaína, 244,2 kg de mineíta (pó utilizado na mistura de cocaína), 84 comprimidos psicotrópicos, 123 micropontos de LSD e  18 litros de “loló”.

Conforme a Polícia, as drogas foram apreendidas em cerca de 175 ações que aconteceram nos municípios de Aquiraz, Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba, Caridade, Pacajus, Viçosa do Ceará, Chorozinho, Tianguá, São Gonçalo do Amarante, Ipueiras, Quixeramobim e Icó

Para Alisson Gomes, diretor da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), a incineração das toneladas de drogas representa a conclusão do trabalho policial para impedir o tráfico de entorpecentes no Ceará.

“Esse ato é para apresentar o êxito da investigação, da apreensão e da prisão, mostrando aos criminosos que não vale a pena insistir nessa modalidade de crime, já que o produto que eles tanto valorizam acaba virando cinzas”, afirmou o diretor. 

Conforme o diretor da Divisão, parte das drogas, cerca de 800 kg, foi apreendida em uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com a Polícia Civil. Outra quantidade expressiva dos entorpecentes, 4 toneladas, que irão ser queimados foram confiscados pela Polícia Militar do Ceará (PMCE). 

“É um trabalho feito com todas as forças de segurança, utilizando sobretudo a Inteligência. A gente precisa mapear e entender como essas organizações criminosas se articulam para fazer as apreensões e as prisões. Deve haver também o desmantelamento financeiro, pois é importante descapitalizar para que não tenham mais condições de fazerem um nova compra desse material ilícito”, finalizou o diretor. 

 

Diário do Nordeste

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