Sobe para 83 o número de palestinos mortos após bombardeios israelenses em Gaza

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Em nova atualização nesta quinta-feira (13), o Ministério da Saúde da Faixa, governada pelo movimento islamita Hamas, informou que o número total de palestinos falecidos nos bombardeios israelenses nos últimos dias em Gaza subiu para 83, sendo 17 menores de idade. Os ataques também deixaram 487 feridos.

Fontes militares de Israel afirmaram que o país bombardeou Gaza mais de 600 vezes desde segunda-feira. Os movimentos palestinos lançaram, a partir da Faixa de Gaza, mais de 1.600 foguetes contra o território israelense. 

Israel vivia nesta quinta-feira (13) uma escalada da violência em duas frentes, com a intensificação dos bombardeios na Faixa de Gaza e os distúrbios nas cidades habitadas por judeus e árabes em seu território.

Voos cancelados

Todos os voos com destino ao aeroporto internacional desta cidade foram desviados até novo aviso. Pouco depois da meia-noite, os alertas de foguetes foram acionados no sul do país, mas também na metrópole de Tel Aviv, pela primeira vez desde o início da escalada na segunda-feira, assim como na região norte. 

Durante a madrugada, cinco pessoas ficaram feridas na explosão de um projétil que caiu em um complexo residencial de Petaj Tikva, perto de Tel Aviv.

Ao mesmo tempo, a aviação israelense bombardeou posições do Hamas na Faixa de Gaza – território palestino com dois milhões de habitantes sob bloqueio de Israel -, incluindo locais relacionados com operações de “contraespionagem” do grupo islamita e a residência de Iyad Tayeb, um dos comandantes do movimento.

O grupo islamita anunciou na quarta-feira a morte do comandante de seu braço militar para a cidade de Gaza, a principal do território palestino. O serviço de inteligência israelense informou que outros dirigentes do Hamas morreram nos bombardeios.

A aviação israelense destruiu um edifício de mais de 10 andares que abrigava os escritórios da rede de televisão palestina Al Aqsa, criada pelo Hamas.

“Em represália pelo ataque contra a torre Al Shoruk e a morte de um grupo de dirigentes”, o Hamas lançou na quarta-feira à noite mais de 100 foguetes contra Israel. Muitos foram interceptados pelo sistema antimísseis Cúpula de Ferro.

Linchamento

A situação na Esplanada das Mesquitas, onde a violência começou na semana passada, parecia mais calma nesta quinta-feira, mas várias cidades de Israel registram distúrbios noturnos.

Militantes de extrema-direita saíram às ruas em todo o país e provocaram confrontos com as forças de segurança e, em alguns casos, com árabes israelenses. Incidentes violentos foram registrados em várias cidades, em particular, Lod, Acre e Haifa.

O país ficou abalado com a transmissão, ao vivo pela televisão, do linchamento de um homem, considerado árabe por seus agressores, perto de Tel Aviv. 

As imagens mostram um homem que foi retirado à força de seu veículo e chutado no chão por uma multidão, até perder a consciência.

“O que está acontecendo nos últimos dias nas cidades de Israel é insuportável (…) nada justifica este linchamento de árabes pelos judeus e nada justifica o linchamento de judeus pelos árabes”, declarou Benjamin Netanyahu, antes de afirmar que Israel enfrenta um “combate em duas frentes”.

Reunião de segurança

Desde o início da semana, Israel foi alvo de mais de 1.500 projéteis, que deixaram sete mortos, incluindo um menino de seis anos, e centenas de feridos em pouco mais de dois dias.

Com a intensificação dos combates, o Conselho de Segurança da ONU terá uma nova reunião na sexta-feira, a terceira em uma semana.

Durante as duas primeiras videoconferências, os representantes dos Estados Unidos não aceitaram uma declaração conjunta para pedir o fim dos confrontos, por considerá-la “contraprodutiva” neste momento, segundo fontes diplomáticas.

Washington, no entanto, anunciou o envio de um emissário a Israel e aos Territórios Palestinos ocupados para estimular uma “desescalada”, enquanto Moscou pediu uma reunião do Quarteto para o Oriente Médio (UE, Rússia, EUA, ONU).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que conversou por telefone com o presidente americano, Joe Biden, disse que pretende “seguir” bombardeando para enfraquecer a capacidade militar do Hamas.

Já o presidente palestino, Mahmud Abbas – que está na Cisjordânia, cenário de protestos, distúrbios e ataques contra as forças israelenses que deixaram três mortos na terça-feira -, conversou com o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, para pedir que ajude a obter o “fim dos ataques israelenses”.

Blinken expressou a “necessidade de acabar com os ataques de foguetes e reduzir as tensões”.

Diário do Nordeste

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